princesa.

Eu poderia passar aqui horas a escrever para ti, sem nunca me cansar. Poderia tentar descrever ao pormenor todas as circunstâncias em que estiveste presente na minha vida. Poderia tentar adivinhar quais são as que ainda estão por vir. Mas, a verdade, é que eu não quero fazê-lo. Eu não quero fazê-lo, porque simplesmente eu não preciso. Eu não preciso, porque tu sabes tão bem quanto eu tudo o que eu não escrevi. Sabes tão bem quanto eu que não é por preguiça ou falta de vontade. E eu sei tão bem quanto tu, que nós não precisamos de contar, de citar, ou até de deixar escrito tudo aquilo que passamos juntas. Porque eu tenho a certeza que um dia, mais tarde, nós não iríamos ler sequer. Porque nós não precisamos. Porque em vez disso, nós um dia mais tarde, estaremos a jantar sentadas no sofá da sala , enquanto vemos filmes de terror numa sexta-feira 13 e nos comparamos com os monstros que lá aparecem. E sei, tão bem quanto tu sabes, que nós jamais teremos medo. Pelo simples facto de estarmos acompanhadas uma da outra. E isso, isso não se escreve. E não é à toa que eu não escrevo tudo aquilo que eu seria capaz, é porque eu sei que tudo o que eu tenho a dizer, se resume em duas palavras: amo-te princesa.

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